CTIT nas redes
Eletrodos de nióbio ampliam capacidade de dispositivos que armazenam energia
Eletrodos de nióbio ampliam capacidade de dispositivos que armazenam energia
Um novo material para a fabricação de eletrodos que podem ser usados em dispositivos de armazenamento de energia, como baterias e supercapacitores, é objeto de patente que foi depositada por grupo de pesquisadores da UFMG, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).
A patente protege uma tecnologia que usa eletrodos baseados em nióbio e corante azul de metileno, além de seu processo de obtenção e uso. Segundo um dos coordenadores do estudo, o professor Rodrigo Lassarote Lavall, do Departamento de Química do ICEx, o emprego do material desenvolvido pelo grupo possibilita a produção de baterias e supercapacitores que podem ser recarregados por mais ciclos, sem perda de suas propriedades. “Uma bateria normal suporta, em média, 2 mil ciclos de carga/descarga. O eletrodo produzido com a tecnologia que estamos patenteando aguentou cerca de 70 mil ciclos"", compara.
O professor explica que a literatura da área já descreveu baterias e supercapacitores que usavam compostos de nióbio, mas a tecnologia desenvolvida pelo grupo é inovadora e já se mostrou viável. “Desenvolvemos um novo eletrodo e o caracterizamos em diferentes condições. Durante esse processo, verificamos propriedades muito interessantes, que poderiam levar a uma vida útil mais longa dos dispositivos que armazenam energia.”
Lavall acrescenta que o material também é muito versátil e pode ser configurado para outras aplicações. “Seu processo de síntese favorece alterações para gerar diferentes materiais. O pedido de patente que depositamos é de um material específico, mas, com base nele, podemos obter outros. Podemos construir uma bateria ou um supercapacitor que podem ser empregados para aplicações que os sistemas convencionais não conseguem, mesmo que o custo seja um pouco maior. A versatilidade do processo abre um leque de possibilidades”, ressalta o professor do ICEx.
Pesquisas que se complementam
A tecnologia nasceu da união de esforços de diferentes pesquisas desenvolvidas no Departamento de Química da UFMG. O grupo coordenado pelo professor Luiz Carlos Alves de Oliveira vinha trabalhando com diversas aplicações para compostos de nióbio há 16 anos. Certo dia, conversando com o professor Lavall, com quem dividia sala no departamento, Oliveira ouviu o amigo citar as propriedades que ele buscava para a sua pesquisa acerca de um componente para o desenvolvimento de baterias.
“Naquele momento, percebi que eu já tinha um composto químico de nióbio com as propriedades químicas que eram buscadas pelo Lavall. Ele queria um material com capacidade para fornecer energia e estabilidade, condição já preenchida pela estrutura química de nióbio que eu havia desenvolvido anteriormente”, conta. O composto em questão, também patenteado, era usado para tratar efluentes.
“Aqui fica nítida a importância do diálogo na ciência, quando estudos de campos diferentes se unem para virar um produto novo. A pesquisa que eu havia feito era exatamente o que faltava para a conclusão da tecnologia que estava sendo desenvolvida pelo professor Lavall e cuja patente agora depositamos juntos”, afirma Luiz Carlos Oliveira.
A pesquisa que deu origem aos eletrodos de nióbio conta, ainda, com a parceria da empresa Nanonib®, focada em produtos que usam o nióbio em diversos campos, como a saúde e a cosmetologia. Também participaram dos estudos os professores Cinthia de Castro Oliveira, do Departamento de Química da UFMG, Paulo Fernando Ribeiro Ortega, do Cefet-MG, e João Paulo Campos Trigueiro, do IFMG, além do mestrando Pedro Santos Candiotto de Oliveira, do doutorando José Balena Gabriel Filho e da residente de pós-doutorado Poliane Chagas, os três últimos vinculados ao Departamento de Química da UFMG.
Luana Macieira
CTIT e DCC Convidam: Warren Robinett - Programando jogos com poucos recursos e reconhecendo direitos de criador: o caso do jogo Adventure da Atari
CTIT e DCC Convidam: Warren Robinett - Programando jogos com poucos recursos e reconhecendo direitos de criador: o caso do jogo Adventure da Atari
A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) e o Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG irão promover no dia 12 de janeiro, às 10h, uma edição especial do CTIT Convida.
O CTIT Convida é uma série de webinars que buscam proporcionar um espaço de discussão e de troca sobre temas ligados à Ciência, Tecnologia e Inovação. Todos os encontros são abertos ao público e contam com a participação de especialistas.
Nesta edição especial do CTIT Convida, a CTIT e o DCC receberão o Sr. Warren Robinett para tratar sobre o desafio da programação com poucos recursos e a importância do reconhecimento dos direitos de criador.
Warren Robinett é designer de computação gráfica interativa e novas formas de computação em hardware. Concebeu e implementou diversas soluções pioneiras nas áreas de realidade virtual, educação e jogos de videogame. Possui experiência em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e na fundação e direção de start-ups. Inventou um gênero de videogame (jogos de ação-aventura) com a criação de “Adventure” para o console Atari 2600, jogo este que vendeu cerca de 1 milhão de cópias. É conhecido por ter sido o primeiro programador a incluir um “easter egg” em seus jogos, ao esconder em seu próprio jogo os créditos pela criação do “Adventure”.
O evento também contará com a participação da Coordenadora Executiva da CTIT, Dra. Juliana Crepalde, e será mediado pelo Professor Titular do DCC e Diretor da CTIT, Prof. Gilberto Medeiros.
A transmissão ocorrerá ao vivo no canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC) da UFMG no YouTube. As inscrições para o recebimento de certificados podem ser feitas aqui.
UFMG tem 4 propostas selecionadas pela Fapemig para apoio a ambientes promotores de inovação
UFMG tem 4 propostas selecionadas pela Fapemig para apoio a ambientes promotores de inovação
Quatro propostas de professores da UFMG foram selecionadas na chamada do Programa de apoio aos ambientes promotores de inovação, da Fapemig. Das 38 propostas apresentadas, foram aprovadas 22, vinculadas a instituições científicas e tecnológicas, universidades, incubadoras e parques tecnológicos localizados em Minas Gerais.
Foram contempladas as propostas dos professores Rochel Montero Lago, do Departamento de Química do ICEx (com o projeto Hub Escalab para fomentar startups hard-science para a sustentabilidade no ecossistema de inovação de Minas Gerais), Liza Figueiredo Felicori Vilela, do ICB (Adequação do Espaço Biomaker IdeaReal como hub de espaços makers da UFMG e para prototipagem e escalonamento de produtos), Gilberto Medeiros Ribeiro, do Departamento de Ciência da Computação do ICEX, diretor da CTIT (Estruturação de novo programa de incubação da Inova-UFMG focado em hard-science) e Eduardo de Campos Valadares, do Departamento de Física do ICEx (Ecossistema de inovação voltado para a criação de startups)
A chamada prevê alocação do valor total de R$ 9,4 milhões, e o prazo de execução dos projetos é de 36 meses. Veja a lista das propostas aprovadas e daquelas não aprovadas para contratação.
Com Assessoria de Imprensa da Fapemig
Trabalho publicado pelo Cedeplar reúne ações da UFMG no combate à pandemia
Trabalho publicado pelo Cedeplar reúne ações da UFMG no combate à pandemia
Sobretudo nos países em desenvolvimento, a resposta às múltiplas e urgentes necessidades geradas pela pandemia de covid-19 se ancorou, em grande parte, nas universidades e centros de pesquisa. No Brasil, de acordo com levantamento no âmbito da Triple Helix Association, as universidades deram respostas eficazes por meio de iniciativas em cinco dimensões: desenvolvimento tecnológico relacionado a equipamentos de proteção individual, busca de recursos para pesquisa e inovação, suporte aos estudantes, divulgação de informações para o combate às notícias falsas e ensino remoto e organização do trabalho. Já em junho do ano passado, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) contabilizava mais de 1.200 pesquisas relacionadas diretamente à covid-19 nas instituições de ensino federais.
A agilidade da reação da UFMG nas mais diversas áreas, desde o início de 2020, inspirou o Texto para Discussão (TD) Algumas respostas da Universidade Federal de Minas Gerais à covid-19, recém-publicado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar). No material, professores e outros profissionais vinculados à Universidade relatam uma série de ações bem-sucedidas ao longo dos primeiros 18 meses de pandemia. “É importante que as informações sobre essas iniciativas sejam organizadas e mostradas à sociedade”, afirma a professora Márcia Rapini, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face), coordenadora e uma das autoras do trabalho. Ela ressalta o caráter não sistemático e não exaustivo do trabalho, que abrange também ações de apoio à comunidade, em várias frentes.
O texto reúne ações de ensino, pesquisa e extensão. Os autores relatam a atuação de estruturas como o Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno (CTNano) – um exemplo é o desenvolvimento de plataforma que utiliza nanossensores de ouro para diagnóstico da covid-19 – e iniciativas como o CooLabs Covid-19, consórcio de laboratórios que se dedica à detecção da doença. Assinam o artigo nomes vinculados à Face, ao CTNano, ao Programa de Pós-graduação em Gestão de Inovação Tecnológica (PPGGIT), à CTIT (órgão destinado à proteção e transferência da inovação da UFMG), e à Fundep, (fundação de apoio à Universidade).
Agendas redirecionadas
Docente do Departamento de Economia da Face, Márcia Rapini salienta que pesquisadores redirecionaram suas agendas para se somarem ao esforço de combate à covid-19 e que o know-how consolidado no campo organizacional e a abordagem madura da inovação foram cruciais para que a UFMG encontrasse, em prazos curtos, soluções das mais diversas naturezas. “Os canais para a resolução de problemas sociais são amplos e diversos, extrapolam os núcleos de inovação e as políticas das universidades para o setor. Eles abrangem prestação de serviços e a interlocução interna, que implica articulação de diferentes áreas do conhecimento e práticas de gestão”, diz Márcia Rapini.
O texto publicado pelo Cedeplar enfatiza que a resposta imediata da UFMG só foi possível porque há muito conhecimento e experiência acumulados na instituição e recursos humanos qualificados, resultado de anos de investimento governamental. Esse patrimônio foi acionado, em parte, por recursos de editais específicos para o enfrentamento da crise sanitária.
“A história da atuação da UFMG e de outras universidades brasileiras reforça que é fundamental retomar os investimentos necessários para o funcionamento pleno das instituições, drasticamente reduzidos nos últimos anos, ou não teremos condições de responder tão bem a uma próxima situação de emergência”, ressalta Márcia Rapini, que se dedica a estudos sobre economia da inovação. Ela menciona ainda a expectativa de que o artigo estimule outras instituições a divulgar suas ações no combate à covid-19.
Texto para Discussão (Cedeplar): Algumas respostas da Universidade Federal de Minas Gerais à covid-19
Autores: Raissa Guerra, Bernardo Annoni, Thaís F. T. Simões, Juliana Crepalde, Nathália Domingues, Glaura Goulart Silva e Márcia Siqueira Rapini
Publicação: novembro de 2021
Itamar Rigueira Jr.
Vaga para Auxiliar de Valoração
Vaga para Auxiliar de Valoração
O Auxiliar de Valoração acompanha, auxilia e realiza atividades da área de Gestão de Alianças Estratégicas, com foco na valoração de propriedade intelectual da UFMG, com vias a sua difusão, transferência e retorno para a UFMG.
RESPONSABILIDADES E ATRIBUIÇÕES
- Apoiar a valoração e a negociação das tecnologias da UFMG a serem licenciadas e o desenvolvimento e a elaboração dos relatórios de valoração.
- Realizar estudos de mercado, objetivando fundamentar o potencial de inserção mercadológica das tecnologias.
- Participar da realização de estudos, prospecção e refinamento das metodologias de valoração, contribuindo para atender às demandas da CTIT e da UFMG.
REQUISITOS E QUALIFICAÇÕES
- Graduação em Engenharia de Produção, Ciências Econômicas, Administração e/ou Ciências Contábeis e/ou correlatos.
- Excel nível intermediário.
- Inglês nível intermediário.
REQUISITOS DESEJÁVEIS
- Conhecimento na projeção de fluxo de caixa de projetos e na realização de estudos de viabilidade econômica.
- Conhecimento em matemática financeira e análise de demonstrativos financeiros.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
- Salário: R$1.733,52.
- Vale refeição e/ou vale alimentação (valor total de R$ 810,70).
- Plano de saúde CASU.
Os interessados deverão encaminhar os currículos para transferencia@ctit.ufmg.br até o dia 11/02/2022. No campo “Assunto” do e-mail deverá ser informado: AUXILIAR DE VALORAÇÃO.
Edital 01/2021 – Oferta Tecnológica Pública
Edital 01/2021 – Oferta Tecnológica Pública
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), em atendimento ao Disposto no Art. 6º da Lei 10.973/04 – Lei de Inovação, tornaram público o edital de transferência do know-how intitulado “Uso de linhagem não-toxigênica de bactéria para prevenção da infecção e/ou colonização por Clostridium difficile”.
O edital, conduzido pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG, prevê a exploração na modalidade exclusiva dos direitos de uso, desenvolvimento, industrialização e comercialização relacionados à tecnologia de titularidade da UFMG e da FAPEMIG. Os interessados em participar da oferta pública devem entregar a proposta até 14 de janeiro de 2022 às 17h00min no endereço: Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica – CTIT, na Avenida Antônio Carlos, n° 6.627, Unidade Administrativa II, 2º andar, sala 2011, Bairro Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, CEP: 31.270-901.
A TECNOLOGIA
A tecnologia ofertada no edital foi registrada pela CTIT em 06 agosto de 2021 sob o número 202100007. Trata-se do uso de uma linhagem não toxigência de Clostridium difficile, nomeada Z31, na prevenção e /ou tratamento da infecção e/ou colonização por C. difficile em diferentes espécies de mamíferos, preferencialmente suínos. Considerando a classificação TLR (Technology readiness level ), proposta pela NASA, pode-se dizer que a tecnologia está em fase avançada de desenvolvimento (nível de prontidão tecnológica 7 em uma escala de 1 a 9). Segundo os pesquisadores, já foi testada em escala laboratorial e em situação natural (granja de suínos).
O edital e seus anexos podem ser acessados aqui.
Mais esclarecimentos via e-mail (info@ctit.ufmg.br).
Iniciativas da UFMG estão alinhadas aos objetivos do desenvolvimento sustentável
Iniciativas da UFMG estão alinhadas aos objetivos do desenvolvimento sustentável
De formas diversas, projetos de pesquisa – em todas as áreas do conhecimento – e de gestão da UFMG contribuem fortemente para o avanço na busca dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pelas Nações Unidas. Em mesa realizada na manhã desta sexta, 29, na programação da Semana do Conhecimento, pesquisadores e dirigentes da Universidade apresentaram iniciativas bem-sucedidas nas áreas da nanotecnologia, gestão da inovação, cooperação internacional e racionalização do consumo de energia.
Diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), o professor Gilberto Medeiros iniciou salientando que a sustentabilidade não é incompatível com resultados econômicos positivos, como muitos defendem. Ele mostrou, com gráficos, que empresas que valorizam os aspectos ambiental, social e de governança têm obtido resultados ainda melhores que aquelas que anda não investem nesse tripé.
Medeiros apresentou casos de destaque no que se refere a patentes da UFMG, por exemplo, em biocombustíveis, limpeza de águas contaminadas, produção de alimento de baixo custo e monitoramento de fake news em aplicativos de mensagem. “Esses e muitos outros casos mostram a importância de termos no país instituições fortes, que atuem com liberdade e disponham de recursos para a pesquisa”, afirmou o professor do Departamento de Ciência da Computação.
Para Gilberto Medeiros, é muito clara a relação da ciência básica com os objetivos do desenvolvimento sustentável. “Testemunhamos constantemente que iniciativas de pesquisa básica são indutoras de toda e qualquer inovação”, disse. O diretor da CTIT destacou que 2022 será o Ano Internacional das Ciências Básicas e do Desenvolvimento Sustentável e afirmou que a UFMG participa dos esforços de investigação e inovação em todos os campos, das energias renováveis ao sequenciamento de DNA e à inteligência artificial.
Vanguarda em nanotecnologia
O professor Marcos Pimenta, do Departamento de Física do ICEx, ressaltou que a UFMG esteve sempre à frente das pesquisas com nanomateriais de carbono, que são extremamente versáteis e têm múltiplas aplicações tecnológicas. Ele falou da construção do projeto CTNano (Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno) da UFMG, cuja origem remonta a 1998, com o pioneirismo do professor Luiz Orlando Ladeira.
Mencionou também o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Nanomateriais de Carbono, que sempre teve forte participação da UFMG e viabilizou a atuação em rede de pesquisadores que se dedicam à produção e aplicações dos materiais, divulgação, transferência de tecnologia e a uma vertente que une segurança, meio ambiente e saúde. Coordenador do CTNano por muitos anos e atualmente à frente do INCT, Pimenta salientou que o Centro, instalado desde 2018 em prédio no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), faz a ponte entre academia e indústria – exemplos de cooperação são a Petrobras e fabricantes de cimento.
“O CTNano foi possível porque aproveitamos a oportunidade nos anos em que houve investimento significativo dos governos federal e estadual. E apostamos na formação de recursos humanos. Os talentos precisam ser valorizados”, concluiu Marcos Pimenta.
Modelo em gestão de energia
A UFMG iniciou, há alguns anos, esforços com foco na redução de despesas com água e energia. O Projeto Oásis, iniciado em 2019, visa à revisão e adequação de contratos, redução de consumo e geração própria. O Oásis foi o tema principal da apresentação do professor Sidelmo Magalhães Silva, da Escola de Engenharia.
Ele explicou que a geração própria de energia tem três vertentes: fontes renováveis, cogeração qualificada e armazenagem em baterias. Os três centros de atividades didáticas do campus Pampulha terão usinas fotovoltaicas funcionando até o ano que vem. Só essas três estruturas deverão gerar economia de R$ 300 mil ao ano.
As microturbinas a gás, que oferecem vantagens como alta eficiência, baixo ruído e manutenção rápida e simples, produzirão energia equivalente a R$ 2,5 milhões anuais. Por sua vez, a armazenagem de energia dos períodos de maior disponibilidade de sol para uso nos horários em que o consumo é mais caro vai gerar redução de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano. “Estamos vivendo uma mudança de paradigma, seremos referência para outras instituições públicas”, afirmou o professor do Departamento de Energia Elétrica.
Universalismo qualificado
Último a se apresentar, o diretor-adjunto de Relações Internacionais da UFMG, Dawisson Belém Lopes, lembrou que as abordagens anteriores destacaram situações concretas de respeito aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. E afirmou que construir o futuro passa, certamente, pela inserção efetiva no cenário internacional.
Entre as iniciativas da UFMG na área de internacionalização, o professor do Departamento de Ciência Política da Fafich mencionou a análise constante de números que mostram como está a Universidade no mundo, a implantação de disciplinas ofertadas em língua estrangeira – hoje são 32 na graduação e 48 na pós –, a criação e valorização dos seis centros de estudos regionais e a participação em diversas redes multilaterais de pesquisa.
A UFMG tem parceria com quase 500 instituições de 61 países, e cerca de 3 mil de seus alunos participam de algum programa de proficiência linguística da instituição. Ele enfatizou a relevância da cooperação internacional. “Cooperar nunca é trivial, demanda negociação e identificação das zonas de convergência. Nossa atuação tem sido propositiva, em busca de um universalismo qualificado, ou seja, as relações têm de ser alinhadas a nossos propósitos de cooperação no mais alto nível, em todos os segmentos em que a Universidade atua”, disse Dawisson Lopes. "Estamos entre as melhores instituições do Brasil e da América Latina em todos os rankings mais reconhecidos, e isso se deve ao trabalho incansável de toda a comunidade acadêmica.”
A mesa foi mediada pela professora Geane Alzamora, do Departamento de Comunicação Social da Fafich. O evento está gravado no canal da CAC-UFMG no YouTube.
Workshop: Construção de Patentes Relevantes 2021
Workshop: Construção de Patentes Relevantes 2021
A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) irá promover no dia 09 de novembro, das 09h às 12h, na plataforma Zoom, uma das edições do workshop “Construção de Patentes Relevantes 2021”.
O palestrante Henry Suzuki, sócio-fundador e diretor-geral da Axonal Consultoria Tecnológica, irá trazer o conteúdo de seus dois cursos "Construção de Patentes Relevantes" e "Busca e Análise de Informações, com Foco em Patentes".
O QUE SERÁ ABORDADO:
- Patentes como instrumentos para impedir terceiros usarem invenções (soluções técnicas para problemas técnicos novos e não óbvios) que tenhamos concebido;
- Definição de problemas técnicos, subproblemas técnicos e construções mínimas como base para patentes relevantes;
- Patentes como fontes de informações e fontes para aprendizagem sobre como redigir patentes.
SERVIÇO:
Data: 09 de novembro de 2021
Horário: 09h às 12h
Local: plataforma Zoom
Valor: gratuito
Inscrições para certificado:
https://www.sympla.com.br/workshop-construcao-de-patentes-relevantes-2021__1395538
SOBRE O MINISTRANTE:
Henry Suzuki é sócio-fundador e diretor-geral da Axonal Consultoria Tecnológica, titular da cadeira nº 2 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, membro do Conselho Consultivo do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec) e membro da Comissão de Propriedade Intelectual da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP). Atuante em diversas redes, tem se dedicado à missão de disseminar conhecimentos sobre inteligência tecnológica, inovação e patentes.
Visita Institucional
Visita Institucional
No dia 21 de outubro o nosso Diretor, Prof. Dr. Gilberto Medeiros, e a nossa Coordenadora Executiva, Dra. Juliana Crepalde, receberam na CTIT a visita da Polícia Militar de Minas Gerais para compartilhamento de experiências e boas práticas. ⠀⠀
Diretor da CTIT participa do podcast “Tech Transfer IP”
Diretor da CTIT participa do podcast “Tech Transfer IP”
Nosso Diretor, Prof. Dr. Gilberto Medeiros, participou do último episódio do podcast “Tech Transfer IP”, conduzido por Lisa Mueller, para falar sobre os desafios da Transferência de Tecnologia no Brasil e as experiências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O episódio foi ao ar quarta-feira, 20 de outubro, pelo Apple Podcasts.
Confira o conteúdo em:
https://podcasts.apple.com/us/podcast/tech-transfer-ip/id1493452667?i=1000539146287
Anvisa aprova teste sorológico da UFMG que detecta anticorpos contra a covid-19
Anvisa aprova teste sorológico da UFMG que detecta anticorpos contra a covid-19
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta semana, o teste sorológico IgG desenvolvido pela UFMG para a detecção dos anticorpos produzidos pelo corpo humano contra a covid-19 após a vacinação ou uma eventual contaminação. Para detectar os anticorpos, o teste avalia o sistema imunológico da pessoa por meio do método Elisa (ensaio de imunoabsorção enzimática).
“Trata-se de um teste de elevado grau de sensibilidade e especificidade, que avalia o status imunológico da pessoa”, explica Flávio Guimarães da Fonseca, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e pesquisador do CTVacinas, centro de pesquisas onde o teste foi desenvolvido. “Isso significa que, se a pessoa teve covid-19, dengue ou gripe, por exemplo, o teste não se confunde”, ele exemplifica.
Além disso, informa Flávio da Fonseca, trata-se de um teste com vocação para se manter eficaz mesmo em face do advento de novas variantes. “Em vez de usar a proteína S [Spike], que fica na superfície do vírus e muda mais, ele usa a proteína N [nucleocapsídeo], que muda menos.” O registro do teste foi publicado pela Anvisa no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 4, como informa nota publicada pela Agência Brasil.
De saída, o teste já está licenciado para a Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a aprovação da Anvisa, o produto já pode ser produzido em escala industrial e distribuído para o Sistema Único de Saúde (SUS). Paralelamente, o know-how do teste tramita na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), órgão da UFMG ao qual também podem recorrer indústrias privadas interessadas em fabricar o produto para laboratórios que fazem a testagem da covid-19.
Estimar a população imunizada
Desenvolvido no tempo recorde de cinco meses, o kit IgG da UFMG é o primeiro teste 100% brasileiro para a detecção da produção de anticorpos. Agora, com o avanço da vacinação e o início da queda do índice de infectados, esse tipo de diagnóstico – que mapeia não a infecção, mas a produção de anticorpos ocorrida no organismo pós-vacinação e/ou infecção – volta a ter importância fundamental no combate estratégico à crise sanitária, avalia Flávio da Fonseca.
O teste poderá colaborar para esclarecer a duração da imunização pela vacinação, por exemplo, de acordo com segmentações específicas, como tipos de vacinas, quantidade de doses, perfis de públicos, entre outras. “É um teste que poderá ser usado em estudos por amostragem, por exemplo, capazes de estimar o percentual da população efetivamente imunizada à medida que a vacinação avança”, exemplifica o professor. Além disso, o teste também pode colaborar no esforço para indicar mais precisamente qual seria o percentual necessário de vacinados para se alcançar a imunidade coletiva, estágio que possibilitará o retorno da sociedade a uma vida comunitária mais segura.
O teste foi integralmente desenvolvido pelo CTVacinas. A professora Ana Paula Fernandes coordenou o projeto que resultou na prototipagem do kit. O professor Ricardo Gazzinelli, que também é pesquisador da Fiocruz Minas, conduziu o processo de escalonamento que viabilizou a produção industrial do teste. Santuza Teixeira e Natália Salazar trabalharam na expressão da proteína recombinante. Flávio da Fonseca, por sua vez, atuou na identificação e seleção do antígeno, no desenho do gene recombinante, na obtenção e construção do banco de soro usado para validar o kit. A residente de pós-doutorado Flávia Fonseca Bagno também participou dos estudos.
As pesquisas foram financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-V) e pela Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). No âmbito da Rede Vírus, há um projeto nacional chamado Laboratórios de Campanha, que é coordenado por Ricardo Massensini, pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG e pesquisador do ICB. Os testes também estão sendo ofertados dentro desse projeto”, explica Flávio da Fonseca. Além da Bio-Manguinhos, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) iniciou a produção de insumos biológicos para o teste.
Visita Técnica
Visita Técnica
No início desta semana o nosso Diretor, Prof. Dr. Gilberto Medeiros, e a nossa Coordenadora Executiva, Dra. Juliana Crepalde, acompanhados da Dra. Ludmila Meira Maia Dias - Procuradora Federal da PGF/AGU na UFMG, receberam na CTIT a visita de representantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB): Dr. Carlos Henrique Nitão – Procurador Chefe/UFCG, Prof. Dr. Rennan Gusmão – Coordenador do NITT/UFCG e os Profs. Drs. Aldre Jorge e Nilton Silva – Diretores da PaqTcPB.
Na ocasião foram debatidos temas ligados à Ciência, Tecnologia e Inovação, como os principais desafios na Transferência de Tecnologia. Entre os pontos mais citados estavam os aspectos que envolvem a valoração de tecnologia.