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Obra voltada para o fomento da inovação brasileira é lançada em evento no BHTEC

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Obra voltada para o fomento da inovação brasileira é lançada em evento no BHTEC

“Alianças Estratégicas e os Ambientes Temáticos Catalisadores de Inovação – O Caso da UFMG”, este é o título da obra lançada nesta terça-feira no III Workshop do Programa de Inovação da UFMG, no BHTEC. O Livro de autoria da Coordenadora Executiva da CTIT – Núcleo de Inovação da UFMG, Juliana Crepalde aborda um novo arranjo para as Instituições Científicas e Tecnológicas e de Inovação, instrumento que aproveita competências das ICTs em capital intelectual, tecnologias e infraestrutura de pesquisa para a colaboração com o setor empresarial.

O arranjo foi denominado Ambiente Temático Catalisador de Inovação (ATCI), que está amparado pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e foi testado em dois casos na Universidade Federal de Minas Gerais. “Esta obra nasceu no programa de pós-graduação da UFMG, na minha atuação na CTIT e é fruto de todo esse trabalho desse ambiente que a gente tem na nossa universidade, que nos permite criar esses arranjos inovadores, para que a gente consiga fomentar a inovação do nosso país”, destaca Crepalde.

A obra conta com oito capítulos e segundo a autora busca suprir uma lacuna teórica ainda existente no Brasil, no tocante à discussão de arranjos híbridos que possam alavancar os resultados de inovação no país. Hoje o Brasil ocupa a 54ª posição na edição de 2022 do Global Innovation Index, estudo elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual.  “A aliança estratégica traz a possibilidade de a Universidade fomentar ambientes mais estruturantes de parcerias com outros agentes do Sistema Nacional de Inovação, como empresas, aproveitando as competências que a Universidade tem como capital intelectual e infraestrutura, funcionando como um plataforma que cria um ambiente temático de inovação”, finalizou.

A obra foi editada e comercializada pela Appris Editora.

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Centro sediado na UFMG vai promover pesquisa sobre inteligência artificial aplicada à saúde

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Centro sediado na UFMG vai promover pesquisa sobre inteligência artificial aplicada à saúde

O enorme desafio de ampliar e aperfeiçoar o atendimento à saúde no Brasil é uma das motivações para a criação do Centro de Inovação em Inteligência Artificial em Saúde (CIIA-Saúde), que vai funcionar em cinco instituições de pesquisa brasileiras. A UFMG apresentou sua unidade em evento na tarde desta quarta, 9, na Faculdade de Medicina, que também marcou o início de suas atividades científicas.

Além de pesquisa e desenvolvimento para a criação de protótipos e start-ups, o Centro vai transferir tecnologia e conhecimento para o mercado e formar pessoas para atuação na integração entre áreas como ciência da computação, medicina, engenharia e ciências biológicas.

O CIIA-Saúde é fruto de uma Aliança Estratégica (modalidade de parceria que tem unido universidades e a iniciativa privada) com a Unimed-BH e conta com o apoio da Fapesp e do governo do estado, por meio da Fapemig. Integram também o projeto as empresas Intel, Splice e Kunuma. 

“Estamos trabalhando de mãos dadas com o setor privado, visando contribuir para melhorar o atendimento à saúde da população”, disse o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, professor Fernando Reis. O diretor-presidente da Unimed, Frederico Peret, afirmou que aquele era um “momento histórico” e que o Centro é mais uma iniciativa de valorização, por parte da cooperativa, da “inovação que gera benefícios para todos”.

Alamanda Kfoury, diretora da Faculdade de Medicina, ressaltou que o encontro expressava “o que é a UFMG, a relevância da Universidade para Minas Gerais e para o Brasil”. O subsecretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Felipe Atiê, destacou a pesquisa feita na UFMG nas áreas de ciência da computação e saúde e afirmou que o governo do estado confia no projeto para “ajudar a resolver o problema da saúde pública”. Camila Ribeiro, diretora de Planejamento e Finanças da Fapemig, classificou o CIIA-Saúde como um “arranjo inovador”, que envolve instituições e empresas de diversas partes do Brasil.

Qualidade de vida e medicina personalizada
A oportunidade de criação do CIIA-Saúde na UFMG foi gerada por edital lançado pela Fapesp. O trabalho é multidisciplinar e multi-institucional, como salientou o professor emérito da UFMG Virgílio Almeida, responsável pela vertente acadêmica no comitê executivo do Centro. Os eixos principais na busca por inovação são prevenção e qualidade de vida, diagnóstico e rastreamento, medicina terapêutica e personalizada, gestão de sistemas de saúde e epidemias e acidentes.

“A Inteligência Artificial é uma tecnologia estratégica e está no centro das preocupações de todos os países. E temos que estar cientes de que nem sempre uma tecnologia desenvolvida fora do Brasil será capaz de funcionar para uma população de 220 milhões de pessoas”, enfatizou Virgílio, ao justificar a importância da pesquisa e do desenvolvimento em IA e saúde nas instituições brasileiras. O professor, que é vinculado ao Departamento de Ciência da Computação do ICEx, mencionou a participação do governo do estado, desde o início, e da Unimed – além dos recursos financeiros, segundo ele, a cooperativa dispõe de dados e conhecimento sobre os problemas de saúde que serão fundamentais para o CIAA. Chamada publicada em agosto deste ano atraiu 19 projetos candidatos ao apoio do Centro.

Foram apresentados dois empreendimentos de pesquisa na área da saúde que recorreram à inteligência artificial. A professora Gabriela Miana, da Faculdade de Medicina, fez exposição sobre estudo transdisciplinar em que a IA ajudou a identificar a idade eletrocardiográfica de pacientes, associada a maior ou menor risco de eventos e mortalidade. Pedro Alzamora, graduado em Ciência da Computação e doutorando na Faculdade de Letras, mostrou projeto que resultou numa plataforma de coleta, enriquecimento, modelagem e análise de dados sobre a covid-19 oriundos de fontes diversas.

Integrantes do Centro apresentaram brevemente a face educativa e de divulgação científica da iniciativa. O objetivo central é despertar em estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde o interesse pela aplicação da IA, com ênfase na responsabilidade e na ética. O CIIA conta com uma plataforma de cursos e utiliza também as redes sociais para divulgar suas atividades e abordar temas relacionados ao objeto amplo da nova estrutura.

Confiança no agente artificial

""Dispositivos tecnológicos devem apoiar a relação de confiança que é crucial no cuidado de um enfermeiro ou médico com a saúde do paciente. A confiança se estende aos dispositivos e deve ser crítica, ou seja, o paciente deve considerar suas próprias vulnerabilidades e também as da tecnologia”, afirmou a professora italiana Laura Candiotto, da Universidade de Pardubice, na República Tcheca. Ela fez uma exposição sobre ética na utilização da tecnologia em saúde.

Filósofa especializada em emoções e tecnologia, Laura pesquisa interações on-line e dispositivos tecnológicos assistivos que lançam mão da Inteligência Artificial. Ela usou o exemplo de pessoas com deficiências, tópico de algumas de suas pesquisas. “Essas pessoas têm uma relação estreita com seus dispositivos. Mais que algo instrumental, os agentes artificiais são veículos de cognição e ajudam a mente a alargar os limites do corpo, que passa a externalizar processos e conteúdos mentais”, afirmou a professora.

Laura Candiotto define os dispositivos como “tecnologias de acesso”, na medida em que criam possibilidades de as pessoas se abrirem para o mundo. Ela citou também a dimensão afetiva desse processo. “Não há dualismo entre a integração cognitiva e a dimensão afetiva. A integração é plena, o usuário experimenta o mundo através dela”, salientou.

A pesquisadora afirmou que a confiança da pessoa torna o dispositivo tecnológico torna o dispositivo transparente e que essa confiança não pode se apoiar apenas no que funcionou bem no passado. “A integração plena do usuário com a tecnologia assistiva depende de uma disposição orientada para o futuro”, concluiu Laura Candiotto.

Itamar Rigueira Jr.

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UFMG começa a cadastrar voluntários para testes clínicos da SpiN-TEC

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UFMG começa a cadastrar voluntários para testes clínicos da SpiN-TEC

O Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG abriu, nesta quinta-feira, 17 de novembro, o cadastro para quem deseja participar, como voluntário, das fases 1 de 2 dos testes clínicos da SpiN-Tec MCTI UFMG, a primeira vacina 100% brasileira contra a covid-19.

Nesta quarta-feira, 16 de novembro, o sistema CEP/Conep, instância máxima de avaliação ética em protocolos de pesquisa com seres humanos, aprovou o início dos testes, que já haviam sido autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro. Para chegar a essa última etapa, a SpiN-TEC MCTI UFMG passou por várias e criteriosas fases. A última foram os testes em animais, que confirmaram a eficácia e a segurança do imunizante.

Em relação à fase 1, que reunirá 72 voluntários, os critérios para participar do recrutamento são: ser saudável e ter idade entre 18 e 85 anos, não ter tido covid-19, ter recebido as duas doses iniciais da vacina CoronaVac e uma dose de reforço da Pfizer (há pelo menos nove meses), residir em Belo Horizonte durante os 12 meses de estudo e não estar grávida nem amamentando.

Para a fase 2, que contará com 360 voluntários, os critérios são: ser saudável e ter idade entre 18 e 85 anos, ter recebido as duas doses iniciais da vacina CoronaVac ou da Astrazeneca e uma ou duas doses de reforço da Pfizer ou AstraZenecam, residir em Belo Horizonte durante os 12 meses de estudo e não estar grávida nem amamentando. O fato de já ter contraído covid-19 não impede a pessoa de se habilitar para a segunda fase dos testes.

As pessoas interessadas podem fazer o cadastro pela internet. Uma vez inscritas, elas passarão por triagem para a seleção de voluntários e serão submetidas a avaliações clínicas e laboratoriais, conduzidas pelo CTVacinas e pela Unidade de Pesquisa Clínica em Vacinas (UPqVac), instalada na Faculdade de Medicina da UFMG.

Vacinação e acompanhamento


“Se a pessoa for elegível para o estudo, será convidada a receber a vacina SpiN-TEC MCTI UFMG. Ela comparece para a vacinação no dia marcado, faz os procedimentos e fica em observação por até uma hora. Depois, já está liberada para ir para casa. Faremos o monitoramento ao longo de 12 meses”, explica o professor Helton Santiago, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e coordenador dos testes clínicos da vacina.

A equipe que executa os testes clínicos fará ligações periódicas para os voluntários para saber como estão se sentindo. Além disso, as pessoas farão sete visitas programadas à UPqVac – onde a dose será aplicada – uma semana após a aplicação e, na sequência, no período de duas semanas, 28 dias, 90 dias,180 dias, 270 dias e 360 dias.

“A expectativa, agora, é que a vacina confirme que é segura e imunogênica, fato observado em outras fases. Esperamos que ela induza resposta imunológica nos participantes, assim como induziu nos testes em animais”, reforça Santiago.

Após a conclusão das fases 1 e 2 dos testes clínicos, o grupo que desenvolve a SpiN-TEC MCTI UFMG enviará os relatórios do estudo e solicitará autorização para a terceira e última etapa dos testes, que reunirá de quatro a cinco mil voluntários. Espera-se que a vacina esteja disponível para aplicação em toda a população a partir de 2025.

“Em média, uma vacina demora de 20 a 30 anos para ser desenvolvida. A pandemia abreviou esse processo. Mas continua sendo um desenvolvimento muito rápido, já que os estudos da SpiN-TEC começaram em novembro de 2020”, lembra Helton Santiago. “É um marco para a ciência brasileira”, conclui.

Alessandra Ribeiro | com informações do CTVacinas da UFMG

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CTIT e BH-TEC realizam Vitrine da Inovação

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CTIT e BH-TEC realizam Vitrine da Inovação

Em comemoração aos 95 anos da UFMG, acontece a 31ª edição da “Semana do Conhecimento UFMG 2022”, e o BH-TEC junto com a CTIT promovem a “Vitrine de Inovação” no dia 18 de outubro, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte.

O tema da 31ª edição da “Semana do Conhecimento” é voltado para as interseções entre os 95 anos de pesquisa, inovação, tecnologia e desenvolvimento que ocorrem dentro da Universidade. O objetivo da Vitrine é fazer com que você viva uma experiência e entenda como o que é desenvolvido dentro do ambiente acadêmico chega até a sociedade.

“A proposta da Vitrine é proporcionar uma experiência, uma imersão em Ciência, Tecnologia e Inovação. Os participantes vão conhecer de pertinho as soluções que nascem da Universidade e chegam ao Parque Tecnológico e, quando estão no BH-TEC, são transferidas para a sociedade”, conta Cristina Guimarães, Gerente de Desenvolvimento Institucional do BH-TEC.

A mostra conta com empresas de base científico-tecnológica, Centros de Tecnologia e muito mais!

Além da exposição, a Vitrine recebe o empreendedor fera: Matheus Brito, sócio-fundador da WayCarbon. Referência em assessoria sobre mudanças globais do clima, gestão de ativos ambientais e no desenvolvimento de estratégias visando a ecoeficiência e a economia de baixo carbono, a WayCarbon já desenvolveu mais de mil projetos. Matheus Brito contará sobre sua jornada na inovação, os desafios e os resultados.

“A intenção é inspirar, ainda mais, o empreendedorismo de base científico-tecnológico na UFMG, posicionando o BH-TEC como ecossistema para receber e fomentar soluções para a sociedade”, afirma Cristina Guimarães.

Aguardamos você no 18 de outubro, a partir das 9h30, no BH-TEC, para viver uma imersão em C,T&I!

O evento será totalmente gratuito e todos e todas podem participar!

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Tecnologia que usa luz de LED para calcular idade gestacional de bebês tem acurácia superior a 90%

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Tecnologia que usa luz de LED para calcular idade gestacional de bebês tem acurácia superior a 90%

Um bebê que nasce antes de completar 37 semanas de gestação é considerado prematuro e pode não estar preparado para enfrentar o mundo fora do útero sem suporte adequado. Ter em mãos a cronologia gestacional correta é fundamental para ajudar no cuidado necessário para que o recém-nascido consiga sobreviver. A cada ano, a prematuridade resulta na morte de 1 milhão de bebês em todo o mundo.

Uma tecnologia inédita inserida em um equipamento denominado Preemie-Test, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Skinage, da Faculdade de Medicina da UFMG, coordenado pela professora Zilma Reis, teve validação de acurácia concluída e está pronto para ser produzido e disponibilizado para ajudar na redução do índice de mortalidade neonatal, especialmente em países de média e baixa renda. Os resultados acabam de ser publicados no Journal of Medical Internet Research.

O dispositivo ótico com processamento digital, que calcula automaticamente a idade gestacional dos recém-nascidos, com o uso de luz de LED, gerou resultado de concordância do valor da idade gestacional comparado com a melhor idade gestacional de referência de 0,969 (coeficiente de correlação intraclasse). Além disso, mostrou elevada acurácia em separar o prematuro do bebê a termo (aquele que está efetivamente pronto para nascer). Isso significa que, a cada 100 bebês prematuros, 91 foram classificados corretamente pelo Preemie-Test. O ensaio clínico foi patrocinado pelo Ministério da Saúde, com recursos do Fundo Nacional de Saúde.

Segundo a professora, o dispositivo mostra a concordância da cronologia gestacional com margem de erro de 1,3 dia, em média, podendo variar de 21 a 18 dias, nas 24 horas de vida, frente àquela calculada pela data da última menstruação (30 a 23 dias) e à estimada com base em ultrassom obstétrico feito no segundo trimestre da gravidez (25 a 29 dias).  

“Com esses resultados, acreditamos que, em cenários de parto com recursos limitados e informação de pré-natal precária, o teste poderá ser útil para a definição de cuidados imediatos adequados, como equipamentos para ajudar na respiração ou controle da temperatura, ou a transferência do recém-nascido para centros de referência”, avalia a professora Zilma Reis. O teste é indicado para bebês que nascem sem ter a idade gestacional conhecida ou quando ela não é confiável. 

Aprimoramento

Após seis anos em desenvolvimento, o modelo tecnológico foi aprimorado com técnicas de inteligência artificial, utilizadas por pesquisadores das áreas da saúde, física e computação. A segunda etapa de validação do dispositivo foi realizada de junho de 2020 a abril de 2021 com 305 bebês nascidos com peso inferior a 2,5 quilos, em Belo Horizonte (Hospital das Clínicas da UFMG  e Maternidade Sofia Feldman), e no Hospital Central de Maputo, em Moçambique. Essa etapa foi financiada pela Fiocruz e pelo Grand Challenges Canadá. Os dados encontram-se em análise, mas os resultados são muito promissores, afirma a professora.

“Em cenários de nascimento em que não se sabe a idade gestacional ou ela é imprecisa, há riscos de os bebês não serem adequadamente reconhecidos, colocando em perigo a sua sobrevivência. No maior hospital de Moçambique, apenas 23% dos bebês testados foram examinados por meio de ultrassom obstétrico”, informa Zilma Reis, que é vinculada ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia.

 

Na maioria dos casos, a idade gestacional foi calculada com as informações sobre o calendário menstrual. No entanto, a margem de erro nesses casos é muito grande, seja em razão de gravidez, do uso de contraceptivos, da amamentação ou da irregularidade dos ciclos menstruais de muitas mulheres. “Assim, confirmamos que os problemas na identificação dos prematuros ainda ocorrem em muitos locais por causa do acesso limitado às tecnologias essenciais em saúde, como as do cuidado pré-natal precoce e a ultrassonografia obstétrica”, observa a professora. 

A empresa BirthTec, licenciada pela UFMG, com sede no Brasil e em Portugal, foi criada para produzir e comercializar o dispositivo em todo o mundo. A distribuição será feita pela Maternal Health and Neonatal Health Solutions (Maternova). 

Teresa Sanches

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UFMG vence prêmio de patente do ano com tecido inteligente que controla temperatura corporal

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UFMG vence prêmio de patente do ano com tecido inteligente que controla temperatura corporal

Material desenvolvido na Escola de Engenharia pode ser obtido por meio de fontes renováveis, como o melaço de cana

Um tecido controlador térmico, que pode ser usado em materiais esportivos ou para confecção de uniformes usados por profissionais que trabalham sob altas temperaturas, como carteiros e garis, rendeu à UFMG o Prêmio Patente do Ano, concedido pela Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).

O prêmio foi entregue nesta semana, em São Paulo, no encerramento do 42º Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, em cerimônia conduzida pela diretora de Patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Liane Lage. “É uma alegria que, como mineira, anuncio aqui o resultado do nosso trabalho, que é analisar as invenções. Fico muito feliz em revelar que a UFMG, minha instituição de origem, é a vencedora”, destacou Liane. Pela terceira edição consecutiva, o prêmio reconhece inovações que contribuem para o bem-estar humano.

Receberam o prêmio o diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), Gilberto Medeiros, e a coordenadora executiva do órgão, Juliana Crepalde. “A premiação recebida pela UFMG é um reconhecimento à pesquisa de impacto na área de materiais do professor Rodrigo Orefice e demonstra com clareza a importância da pesquisa nessa área com aplicações inovadoras”, destacou Medeiros.

A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) são cotitulares da patente. A representante do Núcleo de Inovação da Uemg, Raquel Campanharo, destacou o aprendizado que o processo gerou para a Universidade. “Esta foi uma das nossas primeiras patentes concedidas. Durante todo o processo de análise, a UFMG compartilhou seu conhecimento e nos proporcionou uma expertise que não tínhamos. Esperamos que, com esse prêmio, nossos pesquisadores orientem ainda mais suas pesquisas no sentido de atender às demandas da sociedade”, afirmou.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Marcelo Spezialli, defendeu a necessidade de se empreender esforços para que a tecnologia chegue à sociedade. “Devemos trabalhar para que o conhecimento fomentado pela Fapemig se transforme em benefícios sociais"", afirmou.

A inovação

A tecnologia foi desenvolvida no âmbito do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG, sob a coordenação do professor Rodrigo Oréfice. “Propusemos um tecido inteligente capaz de controlar a temperatura do corpo, dependendo da sua composição química. É uma invenção que orgulha nossas universidades”, afirmou o professor durante a premiação. Os outros inventores são a professora da Uemg Eliane Ayres e as pesquisadoras Rosemary Bom Conselho Salles e Priscila Ariane Loschi.

Segundo Eliane Ayres, a tecnologia derivou de um trabalho vencedor do Prêmio Jovem Cientista, concedido em 2012, pelo CNPq. Na época, buscavam-se soluções visando às Olímpiadas do Rio de Janeiro. “No início, pensamos em um tecido para dar maior conforto aos atletas, depois estendemos para outros usos, principalmente para profissionais que trabalham sob o sol, como frentistas e carteiros”, informou.

A pesquisadora conta que a tecnologia já é utilizada no mercado internacional, porém com cápsulas, que carregam o material denominado de mudança de fase, introduzidas entre as fibras do tecido. “Se está muito frio, o produto libera calor, se está muito quente, absorve calor, fazendo com que o corpo mantenha a mesma temperatura. O problema é que essas capsulas funcionam como medicamentos, que tem paredes, o que acaba diminuindo a eficiência do material. Conseguimos dirimir essa deficiência com a nossa tecnologia”, afirma.  

Segundo os pesquisadores, a solução apresenta um tecido controlador térmico e o processo de obtenção desse tecido, revestido por um complexo polimérico, formado por duas substâncias principais: o polietileno glicol (PEG) e o poli(ácido itacônico) (PIA). O PEG, um tipo de PCM (do inglês, phase change material), é capaz de absorver, armazenar e liberar a energia de outro material, na forma de calor. Quando aplicado a um substrato têxtil (tecido), é capaz de regular continuamente o microclima entre a pele do usuário e o tecido. 

A tecnologia também apresenta um viés sustentável, já que o PIA é um polímero que pode ser obtido de fontes renováveis, como melaço de cana-de-açúcar. A tecnologia pode ser aplicada em outros materiais, como couro, cimento, concreto ou gesso.

A patente concedida em 2021 foi ofertada pela CTIT ao mercado e está sendo analisada por uma companhia de tecidos do interior de Minas Gerais.

Texto de Janaina Coelho

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UFMG formaliza criação da Unidade Embrapii para fármacos e vacinas

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UFMG formaliza criação da Unidade Embrapii para fármacos e vacinas

Com a formalização da criação da FarmaVax, a Unidade Embrapii Inovação de Fármacos e Vacinas, a UFMG celebra um marco histórico e reafirma sua vocação em promover pesquisa, desenvolvimento e inovação para atender de forma ágil as demandas da sociedade.  A afirmação é do professor Rubén Dario Sinisterra, do Departamento de Química do ICEx, que participou, nesta segunda-feira, 4, da solenidade de assinatura do termo de parceria da Universidade com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Terceira unidade multicêntrica no âmbito da UFMG, aprovada no fim do ano passado, a FarmaVax  reúne quatro Centros Institucionais de Tecnologia e Inovação (CTs) da Universidade (CT-Nano, CT-Vacinas, CT-Terapias Modernas e CT-Medicina Molecular) e terá o aporte de R$ 5 milhões para a produção de biofármacos em parceria com empresas nacionais e internacionais.  “Nossa expectativa é altíssima, porque se trata de uma política pública para promover pesquisa, desenvolvimento e inovação para uma área tão estratégica para o país. E a interação de universidades e empresas, proposta pelo modelo de gestão da Embrapii, é uma excelente oportunidade para a UFMG mostrar que está cumprindo seu papel com excelência”, acrescentou Rubén.

De acordo com o professor Rubén Dario Sinisterra, o foco da nova unidade é celebrar convênios com empresas nacionais e estrangeiras que estejam dispostas a desenvolver e transferir tecnologia para as empresas nacionais.  “Estamos prospectando empresas (27 já fizeram contato) e esperamos desenvolver anestésicos para intubação de pacientes com covid-19, antivirais, saneantes e formulações orais e nasais, além de produtos de nanopartículas contra o vírus Sars-Cov-2, e também produzir e comercializar testes rápidos de diagnóstico”, adiantou.

Além dos R$5 milhões da Embrapii, a FarmaVax está se credenciando junto ao BNDES para finalizar projetos de inovação classificados na escala de sete a nove, pela metodologia Níveis de Prontidão de Tecnologia (Technology Readiness Levels -TRL).

Autonomia e agilidade
“Os recursos públicos da Embrapii não são reembolsáveis, e as unidades Embrapii podem administrar os projetos em parceria com as empresas parceiras, como um modelo privado, inclusive para contratação de pesquisadores pelas normas da CLT. Outra vantagem é a agilidade nos processos, que abrange desde a formalização de convênios, liberação dos recursos, fiscalização dos planos de ação, até a renovação das parcerias”, exemplificou o diretor-presidente da Embrapii, professor Jorge Almeida Guimarães.

Segundo ele, “esse é um modelo de gestão que não vai resolver o problema desse setor tão capitalizado e que se mostrou tão frágil durante a pandemia da covid-19. Mas pode contribuir para promover maior autonomia na interação tão necessária, e com resultados muito positivos em setores como mineração, internet das coisas, agroindústria e petróleo”, defendeu.

Jorge Guimarães destacou ainda que, entre as 76 unidades Embrapii criadas em oito anos de existência desse modelo de organização social, apenas três instituições não são federais — USP, Unicamp e PUC-Rio. Dos 1,7 mil projetos fechados com 1.150 empresas parceiras, mais da metade já foi concluída, e 66% depositaram pedidos de patentes. Cerca de R$ 2,2 bilhões foram investidos, em parceria com MCTI e os ministérios da Economia, da Educação e da Saúde.

Ainda segundo Guimarães, a Embrapii aguarda a associação dos Ministérios do Meio Ambiente, da Defesa e do Desenvolvimento Regional, além do BNDES, para que sua participação nos projetos passe dos atuais 30% para até 90% de investimentos.

Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, “a criação das unidades Embrapii na UFMG coaduna com o papel da Universidade e sua política de inovação aprovada recentemente pelo Conselho Universitário”. E acrescentou: “somos uma instituição de ensino procurada pelas pessoas que querem obter uma formação acadêmica, mas as universidades também são as responsáveis por 95% da pesquisa realizada no país. A UFMG é a maior depositária de patentes nessa área, e a criação de unidades Emprapii tem sido muito importante para fortalecer a triangulação com o setor publico e indústrias”.

Mais quatro anos para a Embrapii DCC
Durante a solenidade, que também reuniu, na sala de sessões da Reitoria, o secretário geral do MCTI, Sérgio Freitas, e diretores de unidades e professores, foi assinado ainda o termo aditivo de renovação do credenciamento, por mais quatro anos, da primeira Emprapii da UFMG, a Unidade DCC – UFMG Software para Sistemas Ciber-físicos, ou Embrapii DCC.  Segundo o professor Luis Chainomwicz, desde que foi criada, em 2016, a unidade prospectou mais de 200 empresas e desenvolveu 12 projetos – outros três estão em desenvolvimento, com participação de vários professores do Departamento de Ciência da Computação (DCC).

A UFMG abriga ainda a Unidade Embrapii Powertrain, vinculada ao programa Rota 2030, e coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia, Braz de Jesus Cardoso Filho.

Teresa Sanches

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UFMG regulamenta sua política de inovação

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UFMG regulamenta sua política de inovação

Universidade brasileira responsável pelo maior número de pedidos de patentes depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na última década, a UFMG consolidou a regulamentação de sua política de inovação por meio da resolução 5, do Conselho Universitário. Com 10 artigos, o documento, publicado na edição 2.115 do Boletim UFMG, abarca temas que vão desde a possibilidade de cessão de tecnologias até a implementação de ambientes de inovação. Entre outros benefícios, a regulamentação proporciona maior segurança jurídica nas negociações de arranjos de inovação propostos pela Universidade.

De acordo com a resolução, a inovação na UFMG é “ação transversal que permeia as atividades indissociáveis de ensino, pesquisa e extensão da Universidade”. Para o diretor da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), professor Gilberto Medeiros, o tema foi discutido durante seis anos com a comunidade universitária, o que é revelador da maturidade alcançada pelo processo. “Foi uma construção conjunta. A CTIT conduziu as discussões, que tiveram participação intensa da Câmara da CTIT e do Fórum de Inovação da UFMG. E foram oferecidas oportunidades de manifestação para todos que assim o desejassem, principalmente na apreciação final do documento pela comunidade”, destaca Medeiros.

Entre outras formas de debate, a comunidade acadêmica participou do processo de construção da política, por meio de formulário on-line disponível em julho de 2021, em que puderam inserir comentários e propostas sobre cada artigo da Resolução. No mesmo mês, foi realizado webinário para apreciação do tema. “Foi um processo cuidadoso que resultou em uma regulamentação compatível com a capacidade de inovação demonstrada há décadas pela UFMG. A Universidade não só produz conhecimento de ponta como dispõe de um instrumento moderno para orientar seu ecossistema de inovação”, avalia a reitora Sandra Regina Goulart Almeida.

O pró-reitor de Pesquisa, Fernando Reis, classifica como “histórica” a conclusão do processo. “Com a resolução, a UFMG não apenas cumpre a Lei de Inovação e o decreto que a regulamentou em 2018, mas sobretudo declara-se a favor da pesquisa tecnológica, da geração de propriedade intelectual, do desenvolvimento de produtos inovadores e de sua transferência para o setor produtivo, mediante remuneração da própria Universidade e dos inventores”, comenta, acrescentando que a resolução “remove obstáculos e possibilita que os pesquisadores da UFMG se dediquem à inovação tecnológica com profissionalismo e em absoluta conformidade com a lei vigente”.

Ainda segundo Fernando Reis, o instrumento também incentiva o fomento à inovação e ao empreendedorismo no âmbito acadêmico, parcerias com órgãos públicos e privados, criação de alianças estratégicas e de empresas de base tecnológica, participação minoritária da UFMG em capital social de empresas e compartilhamento de suas estruturas (mediante contrapartida, inclusive financeira) para ações de inovação demandadas pela sociedade.

Celeridade para transferir

A CTIT deverá gerir, executar, zelar e apoiar a Política de Inovação da Universidade, conforme competências atribuídas pela legislação vigente e pela resolução do Conselho Universitário. “A resolução permite à CTIT negociar as tecnologias com maior segurança jurídica, podendo optar, de acordo com a conveniência e oportunidade, pelo licenciamento exclusivo ou pela cessão das tecnologias. Isso vai ao encontro de uma demanda antiga, a celeridade dos processos de transferência”, explica a coordenadora executiva da CTIT, Juliana Crepalde. 

Conforme ela recorda, a Universidade vem construindo, desde os anos 1990, um processo contínuo e delineado de ações articuladas, que conecta sua produção científica ao setor produtivo, oferecendo suporte aos pesquisadores na gestão de ações empreendedoras, aceleração de startups e proteção da produção científica por meio de ativos de propriedade intelectual e licenciamento de tecnologias.

Com a Lei 13.243, de 2016, e o Decreto 9.283, de 2018, que dispõem sobre o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, as instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) e os demais agentes que formam o Sistema Nacional de Inovação (SNI), como as universidades, puderam adotar diferentes metodologias para a construção da sua política de inovação. De acordo com o Marco Legal, essas instituições têm autonomia para estruturar a política de inovação em seu ambiente interno de diferentes formas. Para isso, precisam contemplar os quatro eixos preconizados pela legislação: diretrizes gerais, propriedade intelectual, diretrizes para parcerias e estímulo ao empreendedorismo.

Nesse sentido, a Política de Inovação da UFMG traz uma importante contribuição: a criação de ambientes promotores de inovação nas diversas áreas do conhecimento. Assim, a Universidade, desde que observada a legislação, está autorizada a ceder o uso de imóveis para a instalação de tais ambientes. O documento regulamenta, ainda, a criação de novos arranjos jurídicos para fomentar ambientes promotores de inovação, a exemplo dos Acordos de Aliança Estratégica que possibilitam parcerias estruturantes que geram, de forma contínua, novos ativos de propriedade intelectual e de transferência de tecnologia em áreas estratégicas da Universidade.

Conforme estabelece a resolução, a CTIT deverá apresentar anualmente ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) relatório sobre as atividades desempenhadas no âmbito da Política de Inovação da UFMG. Esse documento deve detalhar os possíveis efeitos e impactos gerados pelas tecnologias desenvolvidas. “Os ingredientes básicos para um processo de transferência que impacte a sociedade incluem uma forte pesquisa básica, capital intelectual construído ao longo dos anos, infraestrutura de pesquisa competitiva e transparência e governança no âmbito do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), que precisa abrigar um corpo de profissionais experiente. A UFMG reúne todos esses elementos, e seus impactos positivos serão duradouros”, avalia Gilberto Medeiros.

Documentos que regulam o ecossistema de inovação da UFMG

Resolução 05/2022, que regulamenta a Política de Inovação da Universidade Federal de Minas Gerais, no âmbito do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Resolução 03/2018, que regulamenta a relação jurídica da UFMG com sociedades empresariais constituídas com a participação de servidores

Resolução 04/2018, que dispõe sobre os critérios para o compartilhamento e a permissão de uso da infraestrutura e de capital intelectual

Janaina Coelho

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Grupo de egressos da UFMG lança fábrica de nanossoluções no BH-TEC

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Grupo de egressos da UFMG lança fábrica de nanossoluções no BH-TEC

Nesta quarta-feira, 18, a partir das 9h30, a empresa de base científico-tecnológica FabNS (Fábrica de Nanossoluções) vai inaugurar sua sede no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), que abriga empresas que se dedicam a investigar e gerar novas tecnologias. A FabNS é responsável pelo desenvolvimento do nanoscópio óptico com maior resolução do Hemisfério Sul, também chamado de Porto. Trata-se de equipamento que possibilita analisar e manipular estruturas em altas escalas de resolução, garantindo a aplicação da nanotecnologia em diversas áreas como medicina, agricultura, energia e materiais. 

Segundo o pesquisador Cassiano Rabelo, um dos sócios fundadores da FabNS,  o nanoscópio Porto gera imagens com altíssima resolução espacial e é ""capaz de revolucionar a pesquisa em nanomateriais, como a produzida com o grafeno, por exemplo. Revolucionar esse tipo de estudo, acrescenta Rabelo, ""é importante porque a nanotecnologia é a base da próxima revolução industrial, e o pioneirismo do Brasil na área de instrumentação analítica em nanotecnologia permitirá a nossa inserção no mercado internacional"". 

A FabNS é uma empresa de instrumentação científica que vai prestar serviços de caracterização e de consultoria no desenvolvimento de soluções que utilizam a espectroscopia óptica. Carro-chefe da empresa, o nanoscópio Porto será vendido a empresas de novos materiais e centros de pesquisa que trabalham com nanotecnologia.


 
Spin-off


Rabelo explica que a FabNS é uma espécie de spin-off do LabNS, o Laboratório de Nano Espectroscopia do Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas (Icex) da UFMG. “Foi no LabNS que tivemos a ideia de criar a FabNS, fundada em 2020. A empresa tomou corpo por meio de aporte de um fundo de investimento associado à Fundação de Apoio da UFMG, a Fundep”, conta.

O primeiro nanoscópio, que ficava no LabNS, foi usado em pesquisa que foi destaque de capa da revista Nature no ano passado. O estudo, tema de matéria publicada no Portal UFMG, possibilitou o entendimento do grafeno como supercondutor. 

“A pesquisa que resultou no artigo publicado na Nature foi muito importante e mostrou a eficiência do nanoscópio. O Porto foi o primeiro nanoscópio que produzimos, utilizando nanoantenas óticas patenteadas por nós e que são o grande diferencial do nosso produto. Além do Porto, a FabNS também vai comercializar soluções e softwares para análise dos dados obtidos pelo equipamento”, conclui Rabelo.

A FabNS tem cinco sócios: o pesquisador Cassiano Rabelo, o engenheiro Hudson Miranda, o físico e servidor do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Thiago Vasconcelos, e o engenheiro Taiguara Tupinambás. Os professores Ado Jorio de Vasconcelos e Luiz Gustavo Cançado, ambos do Departamento de Física do ICEx, atuam como conselheiros no projeto. 

O evento de lançamento reunirá o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira e dirigentes do BH-TEC e da FabNS. Interessados em conhecer a FabNS no dia de sua inauguração podem retirar os ingressos para visitação de forma gratuita, pela internet.

Luana Macieira

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FabNS - Fábrica de Nanossoluções será lançada no BHTEC

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FabNS - Fábrica de Nanossoluções será lançada no BHTEC

No dia 18 de maio, a empresa de base científico-tecnológica FabNS (Fábrica de Nanossoluções) – uma spin-off da UFMG – apresenta para os atores do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação e para a sociedade o único nanoscópio óptico com resolução recorde de 10 nm desenvolvido no Hemisfério Sul. Concebido no Brasil, ele permite analisar e manipular estruturas nesta escala, garantindo a aplicação da nanotecnologia em ampla gama de áreas, tais como medicina, agricultura, energia e materiais. 

Seu diferencial é a geração de imagens com altíssima resolução espacial, capaz de revolucionar a pesquisa em nanomateriais, como o grafeno, cujo estudo realizado com o nanoscópio estampou a capa da prestigiada revista científica Nature, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos materiais.

Nanotecnologia é a base da próxima revolução industrial, e o pioneirismo do Brasil na área de instrumentação analítica em nanotecnologia permitirá a inserção no mercado concentrado pelos EUA, Canadá, China e Europa (especialmente Alemanha, Rússia e Suíça).

Programação

Durante o evento, os participantes vão conhecer o nanoscópio e a tecnologia utilizada para geração de imagens com altíssima resolução espacial.

Vem aí!

O lançamento da FabNS é um teaser da Vitrine BH-TEC: exposição de tecnologias e negócios inovadores e de base científico-tecnológica que acontecerá em junho!

Participe!

Local

Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770

Rua Professor José Vieira de Mendonça, 770, Engenho Nogueira

Belo Horizonte, MG

Informações e inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/lancamento-da-fabns/1567199/checkout/etapa-1?&lang=PT

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Parceria UFMG e Merck do Brasil

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Parceria UFMG e Merck do Brasil

A CTIT recebeu essa semana a Merck Brasil para a discussão de um novo arranjo de aliança estratégica na área de nanotecnologia com a UFMG. A aliança abre caminhos para parceria em diversas áreas de expertise da Universidade como novos materiais, equipamentos e medicamentos.

Em reunião na Pró-Reitoria de Pesquisa o Líder de Ecossistema de Inovação da Multinacional, Misael Silva Papalardo apresentou os pilares do estabelecimento de um HUB de Inovação na UFMG.

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CTVacinas detecta nova linhagem da variante ômicron no Brasil

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CTVacinas detecta nova linhagem da variante ômicron no Brasil

A equipe do CTVacinas da UFMG, integrante da Rede Vírus-MCTI e da Rede Corona-Ômica BR-MCTI, detectou a circulação de uma linhagem da variante ômicron do Sars-CoV-2 em Minas Gerais. Trata-se da BA.2.12.1, predominante nos Estados Unidos, que ainda não havia sido detectada no Brasil.

Segundo o professor Flávio da Fonseca, pesquisador do CTVacinas e vinculado ao Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, a nova linhagem tem características comuns à variante ômicron, ou seja, é mais infecciosa e consegue, mesmo que parcialmente, fugir da resposta imune de organismos vacinados ou que já foram infectados pelo Sars-CoV-2. ""Essa linhagem se dissemina com maior rapidez que as outras da ômicron presentes no país. Daí a nossa preocupação com a descoberta"", diz.

A detecção da nova linhagem se deu graças a um evento internacional ocorrido no Rio de Janeiro. Após o evento, três pesquisadores de Belo Horizonte voltaram à capital com sintomas da covid-19 e fizeram o exame RT-PCR. Pesquisadores do CTVacinas perceberam que as três amostras continham quantidade de vírus muito alta. ""Como se tratava de um encontro com a presença de estrangeiros, decidimos realizar o sequenciamento genético das amostras para detectar a variante. E constatamos que a nova linhagem havia chegado por aqui"", explica Flávio da Fonseca.

O pesquisador acrescenta que a detecção de novas linhagens é importante no contexto de vigilância epidemiológica e genômica que precisa ser feita pelos governos. ""Toda vez que surge uma variante, ela se subdivide em linhagens que podem ter características diferentes. As novas linhagens podem ser mais infecciosas, mais graves, mais transmissíveis ou mais resistentes a anticorpos vacinais ou de infecções prévias. Por isso é importante monitorar a entrada de novas linhagens para verificar se aumentarão os casos de infecção e se essas novas linhagens vão se difundir"", diz o professor.

Com o alerta dado pelo CTVacinas, algumas providências-padrão serão tomadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES). Pessoas infectadas serão contactadas para realização do contact tracing, que é o rastreamento de todas as pessoas que tiveram contato com o contaminado, e será feito acompanhamento para descobrir se a nova linhagem vai se espalhar e para definir formas de contenção.

Imunização reduz mutações
Flávio da Fonseca destaca a importância de que as doses de reforço das vacinas contra a covid-19 continuem sendo tomadas e que todos mantenham o esquema vacinal em dia, visto que a imunização minimiza o surgimento de novas mutações no vírus. ""Quanto mais o vírus se multiplica, mais ele sofre mutações. Quanto mais ele sofre mutações, maior é a chance do surgimento de uma variante nova. Portanto, se a vacina ajuda a impedir que o vírus se multiplique, ela também ajuda a impedir que novas variantes importantes apareçam.""

Ainda segundo o pesquisador do CT Vacinas, a vacina também garante que as pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desenvolvam sintomas mais brandos e apresentem menor quantidade de vírus em seus organismos, o que reduz a transmissibilidade e favorece o fim da pandemia. 

""Temos a expectativa e a esperança de que, neste ano ou no ano que vem, a situação de pandemia seja encerrada e que o vírus da covid-19 entre em uma condição endêmica e sazonal, semelhante à da influenza nos dias de hoje. O Sars-CoV-2 vai continuar circulando, mas conseguiremos conviver com ele"", conclui Flávio da Fonseca.

Luana Macieira

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