PORTAL G1: Nesta quarta-feira (8), Dia Nacional da Ciência, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se debruçam em 105 pesquisas contra a Covid-19, enfrentam mais uma jornada em laboratórios e salas de estudo. Mesmo recebendo investimentos para agilizar os resultados, a universidade trabalha com R$ 7 milhões a menos no orçamento, em relação a 2019.
“O ano passado, que já foi um ano muito difícil para nós, com muitos cortes em bolsas de pesquisas, o orçamento era de R$ 220 milhões. E nós só fomos receber a verba em setembro e outubro. Este ano são R$ 213 milhões. Mas por causa da situação em que estamos enfrentando, eles já foram liberados”, disse a reitora Sandra Goulart que conseguiu o descontingenciamento de 38% da verba, por parte do Congresso Nacional, há poucas semanas.
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Prédio da reitoria da UFMG, em Belo Horizonte — Foto: Pedro Cunha/G1
Mais uma vez, o desafio é equilibrar as contas já que insumos, medicamentos e EPIs se tornaram mais caros. Desde 2015, as universidades federais vêm sofrendo com cortes. Em 2017, por exemplo, 44% da verba do Ministério da Ciência e Tecnologia chegou a ser congelada. Ano passado, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) cortou bolsas e recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ficaram sob ameaça até setembro.
Desde o início da pandemia, a UFMG se tornou polo fundamental de pesquisa e testagem. Laboratórios se tornaram centros de diagnóstico, estudos estatísticos baseiam decisões de flexibilização e vacinas são elaboradas na universidade.
“Nós não temos ninguém para nos ajudar”, disse a reitora da UFMG sobre a falta de um ministro da Educação. A gestão de Abraham Weintraub, que deixou a pasta no mês passado, foi marcada por críticas às universidades públicas. Ele chegou a dizer que eram locais onde havia plantações de maconha e defendeu contingenciamento.
Depois da tentativa frustrada de empossar Carlos Alberto Decotelli, que pediu para sair depois de inconsistências em seu currículo, e da negativa do secretário de educação do Paraná, Renato Feder, fica a expectativa para o anúncio de um novo nome.
Mesas redondas, debates, shows e até lançamento de um calendário astronômico fazem parte das comemorações do Dia Nacional da Ciência pela universidade.
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