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Pesquisadores da UFMG destacam importância de patentes que impactem na defesa do meio ambiente

Na semana mundial do meio ambiente as atenções estão voltadas para ideias e ações que ajudem na preservação do ecossistema. Em 2018, o tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) é “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”. O objetivo da ONU Meio Ambiente é chamar a atenção da sociedade para reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis. Segundo a ONU, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas e 90% da água engarrafada contêm microplásticos. De acordo com o organismo internacional, metade do plástico consumido no mundo é descartável e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, afetando 600 espécies marinhas.

No mote da campanha de 2018, o pedido de patente “Processo para produção de borracha utilizando PET e produto”, do departamento de Engenharia Metalúrgica e Materiais, propõe o uso de garrafas PET, que na maioria dos casos são descartadas no meio ambiente, para a produção de borracha através de radiação ultravioleta.. De acordo com um dos inventores da patente, professor Rodrigo Oréfice estudos neste âmbito são fundamentais na resolução dos problemas da vida moderna. “A Universidade tem um papel relevante tanto na formação de profissionais com conscientização do uso dos recursos, bem como na elaboração de tecnologias que proponham soluções ao grande consumo que vemos hoje em dia”, destaca.

Na UFMG os esforços em pesquisas que busquem soluções para os problemas enfrentados pelo meio ambiente alcançam várias frentes. Das 900 patentes depositadas pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica, cerca de 110 estão relacionadas ao meio ambiente, a maioria vinda do Departamento de Química da Universidade. São patentes que propõem entre outras soluções a descontaminação da água, solo e ar usando materiais alternativos e buscando o reaproveitamento de resíduos, que investem em defensivos agrícolas que não prejudicam o meio ambiente ou apostam em combustíveis eficientes, mas não poluentes. “Muitas vezes, quando falamos nas tecnologias ambientais, podemos pensar que elas frequentemente são percebidas como um ônus porque buscam soluções para problemas relacionados com passivos ambientais. Mas vemos hoje que na realidade são tecnologias competitivas e com um alto interesse do mercado, pois geram valor e diferenciação entre as empresas”, avalia o diretor da CTIT, professor Gilberto Medeiros.

De aluno de mestrado da UFMG, a empresário investidor em tecnologias ambientais da Universidade, Artur Torres, da Empresa Engenho 9, destaca a necessidade do mercado por tecnologias que proponham soluções para os muitos problemas ambientais enfrentados pelo setor produtivo. “Temos parceria com a UFMG desde 2009, com o licenciamento do Pirolix, processo de decomposição térmica de resíduos, que entre outras vantagens reduz até 90% do volume dos resíduos, elimina o chorume e ainda gera combustível auxiliar, como o biogás. É cada vez maior o interesse do mercado por tecnologias que não só aumentem a competitividade da indústria, mas também a auxilie com as questões ambientais.”, afirma.

INCT Midas

Criado pelo pesquisador do Departamento de Química, Rochel Lago, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT Midas reúne pesquisadores de todo o Brasil no desenvolvimento de tecnologias com alto potencial de impacto na área ambiental. Criado no final de 2016, o INCT reúne 22 grupos de pesquisa, de 13 universidades estaduais e federais do país. “Reunimos os pesquisadores e dissemos: não iremos mais fazer pesquisas e guardar em nossos laboratórios, vamos levar estas tecnologias ao mercado. A aceitação foi imediata e agora estamos nos preparando para interação com as empresas”, ressaltou Lago. O projeto se encontra na fase de pré-aceleração das tecnologias e a expectativa é que os processos de interação com o setor produtivo tenham início em 2019.

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