Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram exames mais baratos e avançados para determinar o DNA de animais. É um técnica nova que pode ajudar a combater o tráfico de aves silvestres.
Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um criatório legalizado funciona da seguinte forma. As aves adultas ficam juntas. Os ovos vão para incubadora. Nascem os filhotes e eles são cuidados o tempo todo. A anilha de identificação é colocada ainda nos primeiros dias de vida. Nascem 600 filhotes por mês. Todos são vendidos com a garantia de que têm pai e mãe identificados.
Os criadouros legalizados só podem vender os filhotes nascidos em cativeiro. Nem os ovos podem ser vendidos. Se houver uma denúncia de algum cliente ou uma suspeita do Ibama de que a ave foi capturada na natureza, é aí que entra em ação o teste de paternidade. Um teste de DNA semelhante ao feito com as pessoas.
O projeto da UFMG tem tecnologia moderna que permite rapidez nos resultados. A capacidade é para dois mil testes por dia. O que pode baratear os custos.
“Se você imaginar o valor de um pássaro de R$ 3 mil ou até mais. Então, vale a pena fazer o exame, vale a pena você ter uma análise genética do animal que você está comprando. Você ajuda quem está trabalhando de forma legal e ajuda também o meio ambiente. E não comete o crime, exatamente, que é outro ponto importante”, explica o professor da UFMG Evanguedes Kalapothakis.
No Ibama, em Belo Horizonte, todos os dias chegam centenas de animais vítimas do tráfico e de maus tratos. O teste de DNA obrigatório seria uma garantia de proteção aos animais.
“Ele é a certificação do criadouro. Então, mostra transparência e dá ênfase e destaque para quem trabalha de forma séria. Só vai recorrer ao tráfico aquela pessoa que tem uma tendência a buscar o ilícito. Qualquer pessoa que quer andar direito vai ter condição de ter acesso de forma mais acessível, de forma segura. Os maus tratos estão muito associados ao tráfico mesmo. Por isso que é importante a gente criar ferramentas que vão combatê-lo”, comenta o biólogo Tiago de Oliveira.
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